terça-feira, setembro 27, 2005

Rex já dá aulas de língua alemã

2005-09-26 - 00:00:00

Docentes querem ensinar mais novos

Rex já dá aulas de língua alemã

Mais de 183 mil alunos do 3.º e 4.º ano vão aprender inglês a partir de Outubro. Muitos percebem palavras de alemão. Motivo? A série ‘Rex, o Cão Polícia’. “Os mais novos sabem muitas palavras soltas e por isso queremos falar com os municípios para criar escolas-piloto no ensino do alemão do 1.º Ciclo”, diz Antónia Laranjo, presidente da Associação Portuguesa de Professores de Alemão (APPA).

A docente da secundária Garcia de Orta (Porto) considera que os alunos “devem poder escolher mais do que uma língua estrangeira, até porque quase todos os países da Europa já têm um outro idioma a partir do 1.º ano”. Em Espanha, aprende--se outra língua a partir dos três anos e na Holanda dos cinco.No Dia Europeu das Línguas (DEL), assinalado hoje, a Comissão Europeia lança uma brochura com 50 formas de motivar alunos e professores a aprender as línguas estrangeiras. “Se não dominarmos mais do que a língua materna, ficamos isolados. Os cidadãos dos novos países membros da UE sabem russo e alemão e estão a aprender Inglês, o que nos coloca numa situação delicada.”

CELEBRAR DIA EUROPEU DA LÍNGUA

Mais de 400 iniciativas em 36 países europeus vão recordar a importância do multilinguismo. Mas na página oficial do Dia Europeu da Língua (DEL) há apenas duas iniciativas assinaladas para Portugal: um ‘dia aberto’ no British Council de Coimbra, com demonstração de aulas e divulgação de informações sobre a aprendizagem e exames de língua inglesa, e acções de pesquisa na Internet em sites linguísticos, na Escola Secundária de Lagoa (Açores).

De acordo com o Gabinete de Assuntos Europeus e Relações Internacionais do Ministério da Educação, as iniciativas inseridas no DEL serão ministradas no âmbito da Educação para a Cidadania Democrática.

Trabalhos de grupo, leitura de textos, visualização de vídeos e exposição de trabalhos são algumas das acções propostas às escolas. Vai ser também lançado a nível nacional o concurso ‘As Línguas Abrem Caminhos’, destinado a todos os ciclos de ensino básico e secundário.

Edgar Nascimento [in Correio da Manhã]

sexta-feira, setembro 23, 2005

CONFAP critica faltas de material

CONFAP critica faltas de material

Representantes dos pais pedem aos professores algum bom senso na marcação de faltas em virtude da ausência dos manuais escolares.

A Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) rejeitou hoje que estejam a ser marcadas faltas injustificadas aos alunos que ainda não possuem os manuais escolares para este ano lectivo, apelando a que os conselhos executivos das escolas façam imperar o "bom senso". [Educare]

Este exacerbado bom-senso da CONFAP não merece qualquer comentário além da pergunta: Por quem nos tomam?

quinta-feira, setembro 22, 2005

Trabalhar a 100%

A título de brincadeira, cá vai uma coisa que me enviaram. Bem, segundo alguma opinião pública, aplicável aos professores...

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domingo, setembro 18, 2005

Recolocado

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Atirador "ME" tem como alvo o "PROF" ou o ensino?
Finalmente, após me ter sido pedido para dar cinco escolas da minha preferência dentro da minha zona, evidentemente, fui colocado numa escola que não foi uma das minhas escolhas. Enfim, não vou reclamar. O sítio não é mau e vou fazer aquilo que um professor deve fazer: ensinar. Pelo menos, não me vou arrastar penosamente 35 horas por semana a olhar pràs paredes. É giro que só tenha sido colocado na quinta-feira (mais de meio mês após a tomada de conhecimento do erro de colocação por parte dos responsáveis). Em cima do joelho, vou começar a preparar o início do ano lectivo: amanhã, primeiro dia de aulas. Pois é, foi tudo colocado a tempo e horas para o aranque do ano lectivo (ironically speaking)...

quarta-feira, setembro 14, 2005

Ministra da Educação preocupada com abandono escolar

"Podíamos talvez dizer que há uma desporporção entre o investimento que o país faz em educação e os resultados que se obtêm com esse investimento", admitiu Maria de Lurdes Rodrigues, que admitiu que "precisamos absolutamente de melhorar os nossos resultados" [Público]

A Sr.ª Ministra - em vez de se preocupar tanto com o investimento - devia-se preocupar mais com a oferta de cursos (e o seu aspecto pedagógico, também) e as respectivas saídas profissionais. Necessita-se de mobilização, sensibilização e consciencialização e menos números e demagogia política.

segunda-feira, setembro 12, 2005

Inglês à percentagem

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Correm notícias de que será x ou y a percentagem de cobertura do ensino «extracurricular» da língua inglesa no 1º Ciclo. Dou-me de pasmo ao ouvir e ler essas notícias, porque não posso tomá-lo por menos seriamente.

Abrimos as escolas a entidades estranhas ao «sistema» – escolas de línguas e outras estruturas privadas e autárquicas – umas já existentes e outras criadas para o efeito. Pessoalmente, apenas vejo o tirar de horários a colegas dos grupos 03 e 22, o fugir a encargos pelo ME. Professores profissionalizados com mais tempo de serviço implicariam, pela certa, mais contestação.

Em conversa com responsáveis de um órgão de gestão dum agrupamento de Coimbra, fui assaltado de surpresa ao me declararem terem colocado sobre a mesa uma proposta à entidade responsável que representaria a criação, no mínimo, de um horário completo para um professor do 03 ou do 22, tendo sido liminarmente recusada. Argumentação, este serviço só pode ser prestado por entidades externas à escola. Em suma, afirmaram-me de que ficaria mais barato ao ME a proposta por eles apresentada do que os 100€ por aluno avançados pela Sr.ª Ministra.
Apesar de tudo, a cobertura desta prestação aos nossos alunos irá ter um impacto reduzido. Contrariamente ao que tem vindo a ser dito em público, a maioria das escolas não tem condições para o levar a cabo, ou porque não têm espaço, ou porque a dimensão/número de alunos destas não permite que se realize. Por outro lado, para uns serve apenas para ocupar o tal tempo que ocupará o ritmo social das famílias, salvo sejam as excepções, para as crianças dará certamente logro pela infinita curiosidade e capacidade de absorção que nestas idades têm.

Contudo, faço aqui mais um apelo para que se tenha em consideração o fundo multifacetado da cultura europeia. Qualquer língua é sempre, por excelência e imanência, a projecção visível e audível da cultura de um povo, a evolução de séculos de história e cultura, que, por muito globalizante que sejam os nossos tempos, nunca é um produto inacabado. Logo, por inerência, um produto multifacetado, tal como multifacetadas são as línguas e as culturas da velha Europa. Restringir a aprendizagem de línguas estrangeiras a uma única língua estrangeira é enveredar pela tirania da monocultura anglo-saxónica; é descapitalizar, esbanjar, descurar, aviltar e esventrar um legado cultural europeu multifacetado e riquíssimo; é votá-lo ao ostracismo, ao esquecimento e á ignorância.

Não vivemos no outro lado da Lua para não saber que o inglês é dominante e que a médio e longo prazo trará mais benefícios aos nossos filhos, pela sua valência científica, tecnológica e internacional e os subsequentes dividendos que daí poderão retirar, comparativamente com uma qualquer outra língua europeia. Mas é legítimo alertar para a necessidade de diversificar a oferta e a sensibilização no terceiro ciclo e no secundário, pelas vantagens que daí nos vêm e pela inegável capacidade que nós portugueses temos de aprender línguas estrangeiras.

Sempre fomos abertos ao mundo, viajantes insaciáveis, não vamos restringi-lo, sob pena de nos restringirmos a nós mesmos e aos nossos horizontes. Deixemos aberto aquela espécie de Quinto Império que um Camões, um António Vieira ou um Pessoa nos legou em mensagem.


[PS.: Sugiro a leitura do post «Negócio do Inglês», da autoria de Luís Mário Martins, no blog Quadratura do Círculo]

Concurso para recolocar (III)


Bem! Nem vejo nada, nem o sino toca...

(Tomei conhecimento deste género de fotos de arte, criando a ilusão 3D, do fotógrafo Jim Gasperini, fotos stereo como lhe chama, através do Blogotinha. No mínimo, interessante!)

sexta-feira, setembro 09, 2005

Concurso para recolocar 2

A saga continua... à espera de um lugar ao sol. DREC diz ter lugar para todos... mas onde, a coisa tarda!