quarta-feira, julho 20, 2005

Darwinianos

Quase-de-férias, descobri um não-enigma para me ir ocupando. Uma espécie darwiniana, diria, a genética.

A nossa capacidade para aprender e apreender a matemática tem uma relação genética. Ora, cá está uma coisa para alimentar o nosso fatalismo congénito, o nosso fado que desculpa tudo: a genética!

Rezo para que não apareça por aí um Hitler Matemático. Certamente viveremos um novo holocausto.

sexta-feira, julho 15, 2005

Definição do tempo não-lectivo

Não sei como se vai definir o tempo não-lectivo dos professores, mas gostaria de o saber.

O senso fica um pouco arredado das coisas quando se passa a batata quente a alguém para que se descarte dela e com ela: O Ministério da Educação deu indicações aos conselhos executivos para definirem com rigor as tarefas que os professores têm de cumprir fora da sala de aula. [notícia DN]

Vou contradizer o Secretário de Estado da Educação quando afirma que «os nossos indicadores de recursos estão bem melhores do que os resultados» [vide entrevista Jornal de Letras n.º907]: Com os recursos existentes nas escolas, desde o espaço físico, recursos audio e video, informáticos e outros recursos didáctico-pedagógicos, como livro, revistas, etc., O QUE É QUE SE VAI FAZER NAS ESCOLAS?

Se as coisas vão mal, não se queira pôr o que está mal pior! Colocar por colocar os professores nas escolas por mais tempo, não vai dar em nada! Gostaria que os responsáveis por estas coisas lessem - atentamente - muitos dos relatórios nacionais, principalmente, os internacionais quando dizem que o nosso problema é estrutural e o organizacional e que tirassem as devidas ilações lógicas e plausíveis.

terça-feira, julho 12, 2005

7 em 10, matematicamente falando


Neste momento de escrita instantânea, tenho de aqui deixar uma palavra de apreço solidário ao trabalho do JL, professor famigerado de matemática.

Há dois dias que anda inconsolável. A coisa dói-lhe. O vulgar «isto é lindo» secou-se-lhe na garganta. Até magicou a possibilidade de fazer um «recursozito» para ver se não doía tanto a alguns alunos, porque até houve a quem a coisa não lhe tivesse corrido tão bem, mas a coisa não era profissionalmente muito ética.

Contrariamente àquilo que se possa pensar, o JL não fez greve e deu, sem segundas intenções, aulas de compensação e explicações extras a alunos que assim o quisessem [ATENÇÃO: NÃO REMUNERADAS!!!]. Ficou-lhe a opinião cerrada de que fez um bom trabalho este ano lectivo. A missão cumprida ficou-lhe plena na consciência: «não me baldei», acompanhou a rapaziada cuidadosamente. E agora isto?! «O que é que hão-de pensar de mim?»

Bem, o ministério é certo… a madrinha e a varinha de condão atribuem culpas à formação inicial. Precisam de formação contínua com fartura. Não há espaço para segundos pensamentos, estes profes são uma cambada de incompetentes, calhaus ao cubo (matematicamente falando). Bem, segundo as minhas contas, o JL apenas atingiu 8,5 em 10, abaixo da média: «Ó pá, tá calado. Não digas nada. Isto está ruim. O que é que hão-de pensar de mim».

Pois, é certo e sabido que é dos professores de Matemática a culpa. Não há volta a dar à questão, são apenas os professores os únicos intervenientes na educação, o resto é treta. Pais e encarregados de educação não existem, o sistema e a organização das escolas e do ME é exemplar e rumo pimba da nossa sociedade também está bem – e todos os alunos estudam à brava, são todos feitos de persistência.

Por tudo isto e muito mais que ficou por dizer, aqui vão estas minhas palavras solidárias de apreço pelo trabalho do JL e de outros, que também o são mas que não o JL. Força, coragem!

domingo, julho 10, 2005

Comentário minimalista ao país Jardim



???



Para isto, só mesmo a acepção que damos à palavra «chinesice». Paciência!

sábado, julho 02, 2005

O Direito ao Insucesso...

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